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Soluções de Inteligência Artificial como ferramentas de melhoria à prática do Direito

Soluções de Inteligência Artificial como ferramentas de melhoria à prática do Direito

05/6/2024

Em razão da recente popularização das soluções de Inteligência Artificial (IAs) e o início da comercialização de plataformas que utilizam machine learning e redes neurais em ampla escala, houve um aumento significativo no conteúdo gerado por essas plataformas. Esse conteúdo tem se tornado cada vez mais especializado, buscando entregar melhores serviços e informações que atendam a diversas necessidades, inclusive no ramo do Direito.

O uso da IA no direito começou de maneira controversa, com casos surgindo em todo o mundo de petições que continham informações erradas ou até mesmo “inventadas”. Atualmente, o cenário das IA no direito está mudando, e empresas de tecnologia já desenvolveram diversas opções de plataformas jurídicas com diferentes funções, visando maior eficiência na rotina dos profissionais do direito.

Neste contexto estão as lawtechs e legaltech, que se dividem em diversas categorias, como exemplo, já há no mercado  plataformas que podem ser integradas a sistemas de gerenciamento de processos jurídicos, auxiliando no cumprimento de prazos e no controle de diligências, ou plataformas focadas em consultas jurisprudenciais, integrando tribunais de todo o Brasil e diminuindo, em muito, os tempos de resposta; plataformas que facilitam due diligences com consulta customizada de certidões de praxe e geração de relatórios.

Uma outra solução que vem ganhando destaque é a integração de chatbots jurídicos, que permitem obter respostas rápidas a consultas legais básicas, facilitando a rotina dos prestadores de serviços jurídicos.

A IA deve ser vista como uma ferramenta de aprimoramento, não de substituição de funçõesAdvogados possuem habilidades únicas, como a capacidade de interpretar leis e regulamentos dentro de contextos específicos e oferecer aconselhamento personalizado, que a IA não consegue replicar completamente. O raciocínio jurídico envolve complexidades que vão além do alcance atual da IA.

A utilização dessas plataformas deve ser vista como uma complementação da prática jurídica, seja para otimizar processos, cumprir prazos ou até mesmo realizar análises preditivas, identificando tendências e fornecendo estratégias legais, liberam profissionais de tarefas repetitivas, aumentam a precisão e a velocidade com que essas atividades são concluídas e liberam advogados para que se concentrem em aspectos mais estratégicos e intelectuais da advocacia.

À medida que a tecnologia avança, é essencial que os profissionais do direito continuem se adaptando e explorando essas inovações, garantindo que a implementação de IA seja realizada de maneira ética e eficiente, beneficiando tanto os profissionais quanto os clientes.

Coautoria de: Nathalia Fernandes Gonçalves, Paula Boyago Priore e Denise de Araujo Berzin Reupke

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