O agronegócio tem participação relevante na economia brasileira: em 2023, respondeu por 24,73% da arrecadação nacional, o equivalente a R$ 897,46 bilhões. Essa representatividade explica a preocupação diante da nova sistemática tributária, que altera benefícios fiscais consolidados ao longo de anos. Até então, a legislação previa alíquotas zero de PIS e Cofins sobre diversos produtos, isenção para pessoas físicas e suspensões específicas no caso de pessoas jurídicas, como na venda de soja. No âmbito estadual, o ICMS contava com isenções e diferimentos aplicados a insumos como adubos, fertilizantes, calcário e gesso. A reforma extingue esses incentivos, já que a Constituição passou a vedar benefícios no âmbito do IBS.